sábado, 14 de fevereiro de 2009







Tempo

O tempo é caxias
Não existe calma, paciência
Trabalha segundo a segundo
Não tira férias

Não respeita a dúvida,
As escolhas necessárias
Não é clemente com ninguém
Não espera decisão

Não repara decepção
Não há segunda chance
Anda ininterruptamente
É fiel a sua profissão

Não ensina o inerte
Se formou sozinho
Descobriu o impossível
Nunca andou para trás

Jamais olhou para o lado
Não se esconde de ninguém
Mas ninguém consegue vê-lo
É real e intocável

Todos passam exceto ele
Tem memória conhecida
O futuro é um enigma
É o deus da intolerância

Sua onipresença é indiscutível
Não nasceu, não morrerá
Muitos tentam enganá-lo
Ninguém nunca conseguiu
Não abraça os amantes
Não separa os inimigos
Não cristaliza a infância
É passado, é presente
É futuro, é eterno...